viernes, 22 de septiembre de 2017

15 millones de descendientes de españoles en Brasil


Se calcula que, en Brasil, 15 millones de ciudadanos son descendientes de españoles y sobre ellos se extiende curiosamente un velo de misterio y silencio. ¿Dónde están? ¿Qué hacen? ¿Se sienten brasileños de pleno derecho o aún españoles? ¿Qué influencia han tenido y siguen teniendo en el desarrollo económico, cultural o simplemente humano de este país? ¿Quiénes eran los 750.000 españoles que desde la independencia de Brasil hasta hoy llegaron aquí en busca de trabajo? ¿Existe alguna razón sociológica que justifique ese vacío de información?

Vivimos en una sociedad donde se multiplican los estudios científicos e históricos sobre casi todo y sin embargo existe un especial vacío de conocimiento sobre esos 15 millones de descendientes de españoles que viven casi en el anonimato en este país a pesar de ser el grupo de origen extranjero más importante después de italianos y portugueses.. La falta de información hace que las cifras hablen a veces de 15 y a veces de 10 millones de brasileños de sangre española.
Habría que preguntarse por qué no existen estudios serios en las Universidades españolas y brasileñas sobre este tema. No digo que no los haya en absoluto, sino que no existen en la medida en que el fenómeno lo exigiría.

Paulo Alberto, el Cónsul que decepcionó a los brasileños


Paulo Alberto, el Consul que finaliza su gestión este mes como uno de los diplomáticos que más han decepcionado a la comunidad brasileña en España.
A lo largo de los casi 20 años que aquí resido, he visto y/o conocido a casi todos los diplomáticos que han asumido el cargo de Consul de Brasil en Madrid, de todos ellos Paulo Alberto es sin dudarlo el más incompetente de todos los que han pasado por la capital española.
En agosto de 2016 sucedió uno de los crímenes más tristes de la historia de la comunidad brasileña en España, el famoso caso de PIOZ.
Paulo Alberto estuvo ausente e hizo casi nada para ayudar y disminuir el sufrimiento de los familiares así como el de todos los brasileños que nos quedamos abalados con este suceso.
El familiar de las cuatro víctimas, Walfran Campos, buscó al consulado nada más llegar a Madrid, al ser atendido, el cónsul le dijo que el coche del consulado estaría à su disposición para lo qué él necesitara, pero al día siguiente el coche ya no estaba disponible, Walfran no tenía dónde hospedarse y el cónsul al enterarse de ello tampoco hizo nada. Pasarán los días y por la falta de dinero para poder repatriar las cenizas de los cuatro fallecidos la comunidad brasileña de manera independente y sin apoyo del consulado, organizó una "Feijoada solidaria" para recaudar fondos para las cenizas, el traslado y el entierro de la familia Campos. La postura del Consul delante de eso fue proibir la publicidad y la distribución de Flyers dentro del consulado. Y como se fuera poco, Paulo Alberto no acudió al evento ni tampoco envió un representante oficial del consulado para apoyar por lo menos de manera institucional dicho evento que contó con la asistencia de 550 personas que unidas y de forma solidaria lograron juntos y unidos el dinero necesario para dar dignidad a la fallecida familia Campos.
Los medios españoles (TV, periódicos, y radios) que vinieron a la feijoada solidaria nos preguntaban dónde estaba el Consul y se nos caía la cara de vergüenza al decir que no había apoyado ni acudido al evento.
Paulo Alberto quedará para historia del consulado y de la comunidad brasileña en España como el Consul más incompetente y omiso que por aquí pasó.
Los diplomáticos brasileños se acostumbraron a imitar nuestros políticos de Brasil y se dedican a crear normativas, leyes y sistemas para protegerse a ellos mismos del pueblo y no para proteger al pueblo de ellos. Para un ciudadano de a pié hablar con um Consul de Brasil en España es casi imposible, todo lo contrario de lo que sucede con los cónsules españoles en Brasil que atienden sus paisanos a diario y tomando un buen café.
Esa burbuja que viven la mayoría de  nuestros diplomáticos brasileños les afecta negativamente pero más aún a los brasileños que pueden acceder a ellos.
Se les ha olvidado que tanto sus sueldos como las demás regalías que tienen provienen del pueblo a que deberían atender.
Los consulados de Brasil en España, tanto el de Madrid como el de Barcelona no disponen de un teléfono donde los brasileños podamos llamar parar solucionar nuestras dudas.

jueves, 7 de septiembre de 2017

Referendo Catalão, por Flávio Carvalho

5 breves argumentos bem pessoais a favor do Referendo Catalão. 1.       Dos doze anos que moro na Catalunha, mesmo quem não é independentista já não aguenta mais escutar a boca dos políticos dizerem, supostamente em meu nome, o que eu mesmo quero dizer. Parem de ficar especulando que a maioria “quer isso ou aquilo”! Deixem-me votar, afinal, e expressar-me, definitivamente. E coletivamente, junto ao povo que eu escolhi para compartilhar minha vida, em família, em paz. Essa solução já foi inventada, séculos atrás, se chama democracia e consiste em poder, simplesmente e livremente, colocar um voto numa urna. Contra os que não gostam disso ou morrem de medo de urnas, eu vou votar no dia 1 de outubro



2.       Como brasileiro, na pior das crises políticas do meu país de origem, o Brasil, eu sempre apostei pelos valores republicanos. Digam o que quiserem, mas, para mim, a antítese da república é a monarquia. E eu me agarro com unhas e dentes a qualquer possibilidade republicana de abolir monarquias em qualquer lugar do mundo. Na Espanha, no dia 1, vou votar pela república e por uma opinião política antimonarquista. Viva a liberdade de expressão. 

3.       Gosto muito de diversas coisas da Espanha. E da Catalunha. E não gosto de outras. Nem da Espanha nem da Catalunha. Mas não se trata de enfrentamentos nem de desgostos. E sim de uma possibilidade de que um casal, por exemplo, possa viver mais plenamente suas vidas, separados e reconstruindo seus futuros, com respeito, confiança, diálogo e esperanças. Nem melhor, nem pior. Livres! Violência de gênero é também quando o dominador não permite que a pessoa dominada possa decidir livremente sobre o seu futuro. E assim a obriga a sobreviver ao seu lado, decidindo unilateralmente o que “é melhor pra você, que está ficando louca... meu bem”. Votarei contra a opressão. Um voto pela liberdade, sobretudo.

4.       Adquiri, com muito esforço, a nacionalidade espanhola. Evidentemente, sem renunciar (jamais!) à nacionalidade brasileira. Mas nunca fui nem nunca serei nacionalista. Eu simplesmente defendo o direito de autodeterminação dos povos (do povo palestino e dos saharauis, além de vários exemplos sem visibilidade no mundo). Pois, para mim, aprovar moções de apoio aos processos de autodeterminação dos povos de vários cantos do mundo sempre foi muito mais que um trâmite a cumprir no final de inúmeros congressos de organizações de esquerda que participei desde o final dos anos 90. É um gesto de coerência. Votarei pelos tratados internacionais que reafirmam a autodeterminação como um direito humano. Fundamental.

5.       Compreendo perfeitamente o quanto é difícil e estranho para meus amigos brasileiros compreenderem essa minha posição política. Prefiro até que eles fujam de comparações esdrúxulas e descontextualizadas. Se cada cabeça é um mundo, comparar países diversos, com histórias que foram contadas sempre pelos vencedores (opressores) pode ser um caminho muito perigoso. Assim como meus amigos brasileiros desconhecem que a unidade espanhola foi forjada pela ditadura ocidental que mais tempo durou no poder, eu já estive sem informação sobre isso. Eu deveria ter lido mais sobre Apolônio de Carvalho... Mas sempre há tempo para o conhecimento. Já estive absolutamente desinformado sobre o que podia estar acontecendo na Catalunha e somente pautando a minha opinião pelo que engolia dos grandes meios de comunicação. Estando aqui, aprendi a ter certeza que esse bloqueio informativo muito interessa ao Reino da Espanha. Ao Rei e ao seu Presidente, do partido de direita (e dos que já disseram um dia que já foram de esquerda) que herdou o resquício dos franquistas. Por essas e por outras, decidi, não sem pagar um preço por isso, me informar, ler, debater, conhecer... escutar. E agora, como não podia ser diferente, me dedico a fomentar mais esse debate, principalmente com compatriotas brasileiros. Sem esquecer que os mesmos espanhóis que são hoje contra o Referendo, foram contra que se falasse sobre isso nas ruas, proibindo até mesmo que se falasse no idioma próprio: o catalão. Somente por isso, por conhecer inúmeros vizinhos que já foram proibidos de falar a língua dos seus próprios pais, já tenho suficiente razão para simpatizar com o catalanismo de esquerdas, anticapitalista e libertário. 

Por tudo isso, no dia 1 de outubro, a não ser que me prendam por isso, votarei SIM no Referendo catalão. Por Gandhi. Por Mandela. Que no seu tempo, também foram injustamente considerados “ilegais”. 

E pelo escritor e dramaturgo italiano Dario Fo, Prêmio Nobel, como os tantos outros Prêmios Nobel da Paz e personalidades internacionais que assinaram o manifesto LETS CATALANS VOTE! 

Flávio Carvalho, sociólogo. Barcelona, 7 de setembro de 2017, dia da Independência (do Brasil).