martes, 22 de junio de 2010

Museu do Amanhã será feito com material reciclável, diz espanhol

Obra faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária.
Inauguração deve ocorrer no segundo semestre de 2012.

Santiago Calatrava posa, feliz, diante da maquete do Museu do  Amanhã.Santiago Calatrava posa diante da maquete do Museu do Amanhã. (Foto: Bernardo Tabak/G1)

O arquiteto espanhol Santiago Calatrava mostrou na tarde desta segunda-feira (21) detalhes do projeto do Museu do Amanhã, que será construído no Píer Mauá, Zona Portuária do Rio. “O projeto do museu é totalmente autossuficiente. E vamos usar somente materiais recicláveis na construção”, frisou Calatrava. De acordo com a prefeitura, as obras do Museu do Amanhã começam no primeiro trimestre de 2011, com previsão de inauguração no segundo semestre de 2012.

Na apresentação, Calatrava tomou de lapiseira, pincel e tinta guache para desenhar esboços do Museu do Amanhã. “O visitante não vai apenas apreciar o museu. Ele também vai ter a experiência da luz, da vida, da natureza”, ressaltou o arquiteto, para explicar que o projeto vai permitir a reflexão da luz solar para parte interna do piso inferior do Museu do Amanhã.

Paixão pelo Rio
Além de ser considerado uma dos grandes profissionais do mundo em sua área, também se tornou um apaixonado pela cidade do Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, que contou com a presença de várias autoridades e personalidades da sociedade carioca, Calatrava não se cansou de exaltar as belezas do Rio. “Eu fiquei impressionado com o visual da cidade em um entardecer no 'Mirador del Chines’”, disse, referindo-se à Vista Chinesa, um dos principais mirantes da cidade.

E a exuberância do Rio foi determinante na inspiração do arquiteto, que fez o projeto do Museu do Amanhã totalmente integrado à paisagem do entorno Píer Mauá, que inclui a Baía de Guanabara, o Morro da Conceição e o Mosteiro de São Bento. “Do interior do museu, o público vai poder contemplar, entre outras paisagens, o Dedo de Deus”, destacou Calatrava, referindo-se à montanha símbolo da cidade de Teresópolis, localizada a cerca de 90 quilômetros do Centro do Rio, na Região Serrana.

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